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Título: O que é Psicologia Social - Coleção primeiros passos 46
Autor: Silvia T. Maurer Lane

Editora: Brasiliense
Tipo de arquivo: PDF
Tamanho: 671.29 KB

A maior dificuldade, numa apresentação do Direito, não será mostrar o que ele é, mas dissolver as imagens falsas ou distorcidas que muita gente aceita como retrato fiel. Se procurarmos a palavra que mais freqüentemente é associada a Direito, veremos aparecer a lei, começando pelo inglês, em que law designa as duas coisas. Mas já deviam servir-nos de advertência, contra esta confusão, as outras línguas, em que Direito e lei são indicados por termos distintos: lus e lex (latim), Derecho e léy (espanhol), Diritto e legge (italiano), Droit e loí (francês), Recht e gesetz (alemão), Pravo e zakon (russo), Jog e tõrveny (húngaro) e assim por diante.




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De: Kárcio Sángeles
Para: Sociedade
Assunto: DINÂMICA DE GRUPO: ARTICULAÇÃO COM A CONTEPORANEIDADE

Vivemos numa época na qual o ser humano é resumido, isso mesmo, fomos reduzidos a resumos, a indivíduos, clientes, usuários, internautas, telespectadores, consumidores, e etc. O Empobrecimento da nossa subjetividade engendrou e fortificou os processos da objetividade, da individualidade e da mecanização do cotidiano, ou seja, das características peculiares da pós-modernidade. Perdeu-se grande parte dos valores e princípios tão bravamente alcançados pelos nossos antepassados, o que nos resta são migalhas de uma sociedade sem identidade, aética e impulsionada a viver numa miséria intelectual.

As maneiras que hoje utilizamos para nos relacionar com o outro surgem de um simulacro da realidade que mudou a nossa forma de comunicação. As redes sociais foram criadas com o propósito de aproximar as pessoas com o objetivo de globalizar, porém foi formado na verdade uma poderosa rede de máquinas travestidas de seres humanos, máquinas que empobrecem e desumaniza as relações interpessoais.

Após o período da revolução industrial as famílias foram ficando cada vez menores tornando-se famílias nucleares. Hoje a realidade é ainda mais decadente. Houve grande perda dos vínculos afetivos, o que é visto na maior parte das famílias e grupos em geral são vidas fragmentadas, relacionamentos recheados de conflitos, agressividade verbal e física, desconstrução da moralidade, grande número de divórcios, filhos agregados, meio-irmãos, tudo pela metade. É raro encontrar famílias que ainda conservem uma estrutura nuclear, pois segundo o senso comum ter filhos é prejuízo, gasta muito, sobra pouco, trabalhar mais pra ganhar mais, isso produz uma fuga estratégica das responsabilidades. A quebra dos vínculos sociais é bastante comum na contemporaneidade e prejudicial na construção da árvore genealógica. Contudo, nos comerciais e programas da televisão, filmes e telenovelas essa estrutura de família unida é bem comum, pois isso faz parte das engrenagens que movem a mídia capitalista, de nos tornarmos pessoas vazias de realidades, e cheias de ilusões provisórias. Em nenhuma outra época se falou tanto em proteção, perfeição e futuro. Constantemente vemos propagandas nos estimulando nos induzindo ao consumo de marcas, e produtos supérfluos.

A mídia tem um papel fundamental na pós-modernidade, usa a sugestão como técnica massificadora e distribui o alimento alienógico da sociedade, ela é a principal responsável pela mecanização das atividades humanas, pela distorção da realidade e consequentemente pela padronização da identidade, estimulando a irracionalidade, desencadeando o processo de crise existencial, haurindo o sujeito do coletivo, o transformando em um indivíduo, um ser individual separado do grupo, moldando dessa forma, a síndrome da perfeição, um ser superior que pode tudo sozinho. É possível identificar nos períodos que precede a contemporaneidade a organização de pessoas revolucionários que lutavam por melhorias de trabalho e qualidade de vida, grupos unidos afetivamente por um ideal de existência. Hoje o que observamos são agrupamentos, indivíduos engajados em seus próprios projetos, presos dentro de si mesmos, vivendo o presente, iludindo-se com o futuro pré-elaborado pelos agentes manipuladores da mídia, indivíduos consumindo e sendo consumidos pelo capitalismo. A dinâmica dos grupos pré-modernos se caracteriza por grupos reais, já a dinâmica dos grupos pós-modernos se caracteriza por agrupamentos virtuais, ou seja, nos interagimos e nos comunicamos através da tecnologia de e-mails, celulares, videoconferência. Criamos uma zona de conforto na superficialidade compreendendo que é mais fácil, rápido e prático ser superficial, pois interagir pessoalmente com o outro exige mais atenção e é cansativo usar expressões faciais, pensamentos reflexivos e gestos de articulação para se comunicar. A verdade é que perdemos a liberdade, isso é, se um dia a tivemos.

A tecnologia é Expert na criação de simulacros como, por exemplo, a sala de jogos online idealizadas para diversão, mascarando e aprisionando a moralidade e a ética, grupos virtuais matando, destruindo, invadindo, trazendo os jogos divertidos, ou melhor, destrutivos para realidade. Falar de grupos reais em nossa época é confuso, complicado, démodé. Preferimos seguir os passos do modismo, falamos dos vários amigos das redes sociais, o que nos interessa é a quantidade e não a qualidade.

"Não somos mais o que éramos, nem lembro se éramos como hoje somos, pois somos aquilo que temos, fazemos aquilo que todos fazem, fazemos parte de comunidades que traduzem quem somos. Enfim, se sou o que somos então nada sou ou nada somos".                                                                                                       (Kárcio Oliveira)

Fomos convidados, contratados e comprados pelo capitalismo para assassinar a história, o real, a afetividade e nos deram o poder de viver superficialmente, de amar superficialmente, de criar laços afetivos superficiais e descartáveis, nos converteram a religião do consumismo, do hedonismo, do pragmatismo e hoje fazemos parte da comunidade dos urbanóides alienados virtuais consumistas exagerados anônimos, onde ajudamos a imergir a nossa subjetividade, nossa reflexão, nossos sonhos e o outro.

Compreende-se que a pós-modernidade esta correlacionada com a busca do inexistente, do impossível. A confusão criada pela miscigenação entre o real e a simulação virtual causa uma emaranhada teia de conflitos interiores, resultando numa sociedade individualista, depressiva e egoísta, pessoas que vivem de aparências. Fazemos culto ao presente, ao imediato, ao agora, falamos o essencial para não perdermos tempo, perdemos a prática da escuta e ouvimos apenas o que nos interessa, o que julgamos necessário.
- Seja mais um, ou não seja ninguém! Esse é o lema da pós modernidade, ser mais um na multidão, sem diferenças ou distinção, sem verdades ou mentiras, sem amor e sem ódio, sem você mesmo, no vazio, no receptáculo do nada.

Vivemos de rótulos, e passamos a rotular tudo que vemos pela frente, assim, inventamos o preconceito, a discriminação e pensamentos estereotipados, não fazemos parte do grupo, fazemos parte da massa, da maioria, dos normais, a quantidade sugere força, a afetividade sugere fraqueza. Aprendemos desde a infância a estrutura do poder, sempre somos submetidos a uma autoridade superior, tendemos a replicar essa superioridade quando nos tornamos adultos, usamos de poder e não da autoridade para supervalorizar nosso eu, tornamo-nos narcisistas, banalizamos opiniões e pessoas, o diferente se torna uma anomalia.

Talvez a explicação hipotética do consumo desenfreado de drogas na atualidade parta do princípio do simulacro, ou seja, as redes de comunicação vomitam tantos paradigmas inalcançáveis, que o indivíduo aceita a sugestão de se drogar para alcançar o lugar ideal, um companheiro ou companheira ideal, pensando que “se eu beber essa cerveja vai surgir uma mulher perfeita em meus braços” claro que esse pensamento é de ordem inconsciente, da mesma forma que acontece no consumo de outras drogas. O que causa a dependência é exatamente o curto-efeito dessas substancias alucinógenas que leva o indivíduo a consumir cada vez mais. Isso é resultado do vazio existencial. A religião assim como as drogas serve como fonte de energia. Na religião o indivíduo busca o ideal de libertação, prosperidade, e após ser alimentado de esperanças volta para sua vida real recarregado de ilusões.

O pós-moderno especulado neste texto nos causa a impressão pessimista de morte da nossa subjetividade, em parte isso é verdade, mas apesar disso podemos identificar grupos como, por exemplo, algumas poucas famílias, estudantes e em particular os acadêmicos dos cursos de psicologia e filosofia que na sua prática acadêmica são levados à reflexão ou a luz subjetiva. Enfim, a dinâmica de grupo de fato existe, porém é mecanizada e maior parte dela é integrante de agrupamentos e possuem mais aspectos de desintegração do que integração.




















Viggo Mortensen, como Freud, e Michael Fassbender,
como Jung, em cena de 'A dangerous method'
(Foto: Reprodução)
 
Enfim o trailler de "A Dangerous Method", filme dirigido por David Cronenberg que aborda a relação de Freud e Jung, interpretados respectivamente por Viggo Mortensen e Michael Fassbender.

 Depois da troca de alguns atores e alteração do título, parece que o longa-metragem sem título em português ainda não tem data para estrear.

 Veja a matéria no G1 e o trailler no site do filme.
 


Título: Como Entender o Inglês Falado | Técnicas e exercícios para melhorar sua compreensão auditiva
Autor: Ben Parry Davies
Conteúdo: 2 CD’s + Livro com 204 páginas
Tamanho: 109.02 MB


Como Entender o Inglês Falado lida com um dos maiores problemas de qualquer estudante de inglês: como entender o inglês falado em velocidade natural em filmes, músicas, conversas, apresentações, telefonemas, nos negócios e no turismo.

O livro dá dicas para o leitor melhorar a sua compreensão através de uma análise das principais mudanças de pronúncia que afetam o idioma falado, bem como uma exposição das palavras e expressões usadas com freqüência em conversas do dia-a-dia.

O livro conta com diversos exemplos e exercícios gravados em dois CDs e, portanto funciona como um atalho valioso para quem quiser entender conversas típicas de falantes nativos de inglês. Ideal como um acompanhamento de curso ou na preparação para qualquer prova ou exame de inglês, é uma fonte indispensável para estudantes de qualquer nível e também um excelente manual de referência para professores de inglês.



Autor: Kárcio Sángeles
Título: Inércia Intelectual - E a prática mecanicista no processo de aprendizagem


A globalização associada à tecnologia de informação gerou o que chamamos de “Inércia Intelectual”, onde o novo esta num espaço cada vez mais estreito. A velocidade que as teorias e idéias percorrem o universo acadêmico e cientifico, pode ser comparada metaforicamente à velocidade sináptica dos neurônios. Numa perspectiva social, ainda podemos ouvir um ou outro dizer que é diferente, como freqüentemente em grupos de adolescentes, que apresentam comportamentos e atitudes similares. Mas onde esta o “diferente”? Pois o que fazemos é apenas um processo de “copia”, estamos o tempo todo copiando idéias, atitudes, modas e até mesmo normas culturas, estamos presos numa Inércia Intelectual, estamos reconstruindo o mito da caverna do filósofo Platão, mas ao invés de sairmos da caverna estamos voltando pra ela, e levando como mantimentos de sobrevivência todas as facilidade tecnológicas como: celulares, computadores, livros digitais e etc... A passagem da caverna esta cada vez mais estreita e a luz do conhecimento cada vez mais fraca. Somos dotados da maior tecnologia orgânica de toda espécie “o cérebro”, entretanto, parece que esquecemos sua potencialidade. Ainda há aqueles que não se permitem ser seduzidos por essa inércia intelectual; esses são chamados de sábios, inovadores e criativos, pois utilizam o conhecimento adquirido e transforma-o em um novo, gerando o que podemos chamar de metamorfose das idéias. O pensamento construtivista de teóricos como Lev Vygotsky, Jean Piaget, Wallon entre outros. Vem para tentar dissipar a prática mecanicista no processo de aprendizagem, em que o educador muitas vezes esquece que o seu papel não é apenas transmitir o conhecimento, e sim, fazer com que o aluno construa um novo conhecimento, tentar fazer com que o aluno pense, transite entre plano real e abstrato. Como já dizia o autor José Saramago na sua obra “O conto da ilha desconhecida”: É necessário sair da ilha, pra ver a ilha. É necessária a teoria, mas também a prática.


Recarregue seus neurônios com novas idéias, crie ou renove o conhecimento, mas saia da ilha, saia da caverna e seja um desbravador das potencialidades cognitivas da mente humana.




De: Kárcio Sángeles
Para: Sociedade
Assunto:Epidemia Normósica

"A Violência é tão fascinante e nossas vidas são tão normais (...)"
(Trecho da música Baader-Meinhof Blues, Legião Urbana)

É fascinante o caráter apático desenvolvido pelo ser humano;  os sorrisos alegres fundamentados na ignorante apreciação da desgraça do outro; a miséria exposta nas calçadas urbanas; o sarcasmo estúpido da juventude transviada, a criança cheirando cola e procurando entre os detritos um alimento pútrido; o sensacionalismo cômico das violências cotidianas, as canções vulgares que incitam meninos e meninas a sexualidade precoce e depravada, as piadas humorísticas repletas de discriminação.

Se você acha tudo isso fascinante então comece a partir de agora a se tratar!



Essas são apenas algumas de muitas condutas corrompidas, decorrentes do crepúsculo da moralidade, engendrando a Síndrome da Normose ¹. Você já deve ter se deparado com os papéizinhos entregues por pedintes nos ônibus cheios de erros ortográficos:


"Cenhores pasageros por favor pesso
uma ajuda pra compra comida
pra minha familha que deus abençoe"(Aline, 10 anos, nos ônibus pedinte, 14/10/2009)
No mínimo deve ter tido um ataque de risos ou deve ter sentido "pena" e dado alguns trocados ou até pior ter ignorado a presença daquele ser humano fazendo-o invisível diante da sua retina. Os indivíduos normósicos ² São Aqueles que estão constantemente se esquivando dos problemas sociais, para eles "Tudo é Normal".
"Bandidos armados patrocinando o medo", "Políticos corruptos roubando o dinheiro público", e entre tantas outras anormalidades que se Tornam normais.
Se você ainda não foi contaminado por essa epidemia normósica, então se proteja estimulando os anticorpos abstratos de sua consciência.


¹ Normose: Distúrbio da moral; humor depreciativo.² Normósico: Aquele que sofre de normose, um individuo que deturpa Normas e Padrões sociais.









De: Kárcio Sángeles
Para: Sociedade
Assunto: Síndrome da Pressa – A busca pelo inexistente

Você esta impaciente? Não consegue se concentrar? Acha que o tempo que tem é insuficiente? Então cuidado!!! Você pode estar sofrendo a síndrome da pressa. Nessa sociedade capitalista contemporânea as pessoas são pautadas pela praxe cotidiana da aceleração maquinal compulsiva. As coisas se inverteram, o dilema agora é: “A pressa é amiga da perfeição”, trocamos uma vida saudável por uma vida agitada, estressante e negativa. Poucas são as vezes que paramos para desfrutar de momentos de lazer, e mesmo nesses raros momentos somos coagidos a pensar, nas várias atividades que iremos realizar no próximo dia. Sonhar é um termo pouco utilizado em nossa época. O realizar tomou conta do nosso sono. Não mastigamos a comida, simplesmente a engolimos, igualmente como fazemos com a nossa dinâmica de vida alienada indigesta. se utilizarmos a linguagem matemática para dar uma noção cientifica a esse “distúrbio social” poderemos dizer que:


“Enquanto a ignorância e a pressa cresce em Progressão geométrica (P.G) multiplicando, mais rápido; a consciência e o senso crítico cresce em progressão aritmética (P.A) somando, mais lento.”
 
O avanço tecnológico impulsiona a sociedade a um progresso sem ordem, condicionando os indivíduos a uma busca pelo sucesso individualista inalcançável, o homem corre contra o tempo, ou melhor, quantifica até o tempo que o tempo tem, e para justificar sua pressa doentia se remete a uma frase do senso comum que diz: “A vida é curta”, no entanto, como podemos saber o tamanho dela se não sabemos a data e a hora de nossa morte? Como saber o dia de amanhã se ainda estamos no hoje? Esquecemos de viver o presente e nos tele-transportamos para um futuro que ainda não existe. Essa busca pelo inexistente é na verdade uma forma de preencher um vazio interior. O homem não mais trabalha pra sobreviver, e sim, vive para trabalhar, sempre alimentando a idéia de que o amanhã vai ser melhor e continua faminto, mendigando qualidade de vida, não quer envelhecer mais não ver a hora do dia terminar, não quer morrer, porém se diz cansado da vida. A síndrome da pressa esta também correlacionada com “O Complexo da Perfeição”, a busca pelo perfeito é supervalorizado na atualidade, e tentamos desesperadamente alcançar esta ápice da perfeição o non plus ultra*. Essa pressa descomunal pode cadear outras doenças, como Síndrome do Pânico, Agorafobia, Infartos, Acidentes Vásculo-Cerebrais, Gastrites, Úlceras, entre outros.





*non plus ultra: Expressão latina que significa não mais além, e se emprega para designar o auge, a última perfeição.







De: Kárcio Sángeles
Para: Sociedade
Assunto: Hiper-Modernidade - A Segunda Idade das Trevas



Período atual, marcado pelo exagero, onde as perguntas Quem sou? De onde vim? Pra onde vou? Perderam-se diante da superficialidade do modo de vida, da decadência dos vínculos sociais, época em que a reflexão crítica é menosprezada, onde os indivíduos tentam encontrar refúgio na ignorância. A alienação é algo marcante na sociedade hiper-moderna, desencadeando uma banalização inerente a uma subjetividade empobrecida, os meios de comunicação estão freqüentemente influenciando o consumo demasiado de produtos desnecessários. Aqueles que tentam refletir e questionar são engolidos pela sociedade dos “normais” “da maioria”. A família e outros grupos sociais se desvincularam dos conceitos e princípios de harmonia, companheirismo e união, desprezando os valores éticos e morais e dando espaço para o individualismo que se faz presente e destrutivo diante da sociedade, aniquilando o coletivismo, desenvolvendo um exagerado espírito competitivo.

Os aspectos engendrados e difundidos na Hiper-modernidade são geradores de um vazio existencial. A busca pela estética perfeita, pela mulher ou pelo o homem perfeito e tudo mais ligado a essa perfeição descartável espelhada pela proposta alienadora da mídia, causa o adoecimento, a ansiedade, o estresse e a depressão entre outras patologias sociais. O real passa a ser substituído pelo virtual, desta forma, as experiências da vida importantes para a maturidade e crescimento pessoal vão rapidamente se perdendo, dando assim maior importância às experiências platônicas conectadas e transmitidas pela virtualidade. Estamos freqüentemente sendo bombardeados por essa ditadura ideológica da Hiper-modernidade que propaga a Anti-reflexão, estreitando a busca pelo entendimento da nossa existência, deturpando quem somos de onde vimos e pra onde vamos.
Estamos diante da involução humana, desarmados e a mercê do capitalismo, cultivando o caminho da nossa destruição. Tornamos-nos produtos da alienação e produtores da mesma. O ser humano com seu poder de assimilação se torna cada vez mais análogo ao um animal irracional. Aqueles poucos que conseguem escapar desta manipulação estão à beira de um abismo e diante de um exercito devastador de zumbis.

Estamos constantemente sendo impedidos de questionar, vivemos na “segunda idade das trevas”, precisamos novamente renascer.

O ser humano se tornou um extraordinário escultor de mascaras, e todos os dias se olha no espelho da mídia e da moda e escolhe sua identidade social descartável.

Este é o banner das grandes indústrias farmacêuticas, da política corrupta, dos programas de TV, das telenovelas, da internet, da tecnologia, das propagandas de uma vida saudável que se escondem por trás do consumismo, esses são alguns dos agentes do sistema manipulador.
Texto






Rubem Alves, FSP (17/02/2002)



O aprendido é aquilo que fica depois que tudo foi esquecido... Vestibulares: tanto sofrimento, tanta violência à inteligência. Piaget, antes de se dedicar aos estudos da psicologia da aprendizagem, fazia pesquisas sobre os moluscos dos lagos da Suíça. Os moluscos são animais fascinantes. Dotados de corpos moles, seriam petiscos deliciosos para os seres vorazes que habitam as profundezas das águas, e há muito teriam desaparecido se não fossem dotados de uma inteligência extraordinária. Sua inteligência se revela no artifício que inventaram para não se tornarem comida dos gulosos: constroem conchas duras e lindas (que os protegem da fome dos predadores)! Ignoro detalhes da biografia de Piaget e não sei o que o levou a abandonar seu interesse pelos moluscos e a se voltar para a psicologia da aprendizagem dos humanos. Não sabendo, tive de imaginar. E foi imaginando que pensei que Piaget não mudou o seu foco de interesse. Continuou interessado nos moluscos. Só que passou a concentrar sua atenção num tipo específico de molusco, chamado "homem". Muito nos parecemos com eles: nós, homens, somos animais de corpo mole, indefesos, soltos numa natureza cheia de predadores. Comparados com os outros animais, nossos corpos são totalmente inadequados à luta pela vida. Vejam os animais: eles dispõem apenas do seu corpo para viver. E o seu corpo lhes basta. Seus corpos são ferramentas maravilhosas: cavam, voam, correm, orientam-se, disfarçam-se, comem, reproduzem-se. Nós, se abandonados apenas com o nosso corpo, teríamos vida muito curta. A natureza nos pregou uma peça: deixou-nos, como herança, um corpo molengão e inadequado, que, sozinho, não é capaz de resolver os problemas vitais que temos de enfrentar. Mas, como diz o ditado, "é a necessidade que faz o sapo pular". E digo: é a necessidade que faz o homem pensar. Da nossa fraqueza surgiu a nossa força, o pensamento. Parece-me, então, que Piaget, provocado pelos moluscos, concluiu que o conhecimento é a concha que construímos a fim de sobreviver. O pensamento, mais que um simples processo lógico, desenvolve-se em resposta a desafios vitais. Sem o desafio da vida o pensamento fica a dormir... O pensamento se desenvolve como ferramenta para construirmos as conchas que a natureza não nos deu. O corpo aprende para viver. É isso que dá sentido ao conhecimento. O que se aprende são ferramentas, possibilidades de poder. O corpo não aprende por aprender. Aprender por aprender é estupidez. Somente os idiotas aprendem coisas para as quais eles não têm uso. É o desafio vital que excita o pensamento. E nisso o pensamento se parece com o pênis. Não é por acidente que os escritos bíblicos dão ao ato sexual o nome de "conhecimento"... Sem excitação, a inteligência permanece pendente, flácida, inútil, boba, impotente. Alguns há que, diante dessa inteligência flácida, rotulam o aluno de "burrinho"... Não, ele não é burrinho. Ele é inteligente. E sua inteligência se revela precisamente no ato de recusar-se a ficar excitada por algo que não é vital. Ao contrário, quando o objeto a excita, a inteligência se ergue, desejosa de penetrar no objeto que ela deseja possuir.
Os ditos "programas" escolares se baseiam no pressuposto de que os conhecimentos podem ser aprendidos numa ordem lógica predeterminada. Ou seja: ignoram que a aprendizagem só acontece em resposta aos desafios vitais no momento (insisto na expressão "no momento"; a vida só acontece "no momento") da vida do estudante. Isso explicaria o fracasso das nossas escolas. Explicaria também o sofrimento dos alunos, a sua justa recusa em aprender, a sua alegria ao saber que a professora ficou doente e vai faltar... Não há pedagogia ou didática que seja capaz de dar vida a um conhecimento morto.
Acontece, então, o esquecimento: o supostamente aprendido é esquecido. Não por memória fraca; é esquecido porque a memória é inteligente. A memória não carrega conhecimentos que não fazem sentido e não podem ser usados. Ela funciona como um escorredor de macarrão. Um escorredor de macarrão tem a função de deixar passar o inútil e guardar o útil e prazeroso. Se foi esquecido, não fazia sentido. Por isso acho inúteis os exames oficiais (inclusive os vestibulares) feitos para avaliar a qualidade do ensino. Eles produzem resultados mentirosos por serem realizados no momento em que a água ainda não escorreu. Eles só diriam a verdade se fossem feitos muito tempo depois, depois do esquecimento haver feito o seu trabalho. O aprendido é aquilo que fica depois que tudo foi esquecido... Vestibulares: tanto esforço, tanto sofrimento, tanto dinheiro, tanta violência à inteligência... O que sobra no escorredor de macarrão, depois de transcorridos dois meses? O que restou no seu escorredor de macarrão de tudo o que você teve de aprender? Duvido que os professores de cursinhos passem nos vestibulares. Duvido que um professor especialista em português se saia bem em matemática, física, química e biologia... Eles também esqueceram. Duvido que os professores universitários passem nos vestibulares. Eu não passaria. Então, por que essa violência sobre os estudantes?

Ah! Piaget! Que fizeram com a sua sabedoria? É preciso que os educadores voltem a aprender com os moluscos...

(Folha de S. Paulo, Tendências e debates, 17/02/2002)


Rubem Alves, 68, educador, psicanalista e escritor, é professor emérito da Unicamp, autor de "A Escola com que Sempre Sonhei sem Imaginar que Pudesse Existir" (Papirus), entre outros. www.rubemalves.com.br





Sigmund Freud foi o criador da psicanálise. Jacques Lacan (1901-1980) foi o seguidor que mais contribuiu e deu continuidade à sua obra. Formou-se em medicina, atuando como neurologista e psiquiatra e se considerava um Psicanalista Freudiano.
Para Lacan a psicanálise não é uma ciência, e nem uma visão de mundo ou uma filosofia que pretende dar a chave do universo. A psicanálise é uma prática, onde através do método da livre associação chegaremos ao núcleo do seu ser.
A Psicanálise Lacaniana, não é uma simples corrente, mas uma verdadeira escola. Com efeito, constitui-se como um sistema de pensamento, a partir de um mestre que modificou inteiramente a doutrina e a clínica freudianas, não só forjando novos conceitos, mas também inventando uma técnica original de análise da qual decorreu um tipo de formação didática diferente da do freudismo clássico.

Se para Freud utilizou conhecimentos da física e a biologia nos seus trabalhos e Lacan utilizou a lingüística, a lógica matemática e a topologia. Lacan mostrou que o inconsciente se estrutura como a linguagem. A verdade sempre teve a mesma estrutura de uma ficção, em que aquilo que aparece sob a forma de sonho ou devaneio é, por vezes, a verdade oculta sobre cuja repressão está a realidade social. Considerava que o desejo de um sonho, não é desculpar o sonhador, mas o grande “Outro” do sonhador. O desejo é o desejo do “Outro”, e a realidade é apenas para aqueles que não podem suportar o sonho. Lacan conduziu avidamente seus estudos de lógica e de topologia matemática que o levaram à formulação dos “matemas e nós barromeanos” e à doutrina do real, simbólico e imaginário. Lacan preferia a não interferência no discurso do paciente, ou seja, deixava fluir a conversa para que o próprio analisando descobrisse as suas questões, pois o risco da interpretação, é o analista passar os seus significantes para o paciente.

Título Original: Grandes Pensadores del Siglo XX - Jacques Lacan
Autor: Canal Encuentro
Gênero: Palestra
Duração: 01h. 06min.
Áudio: Inglês
Legenda: Espanhol
Formato do arquivo: AVI
Tamanho: 500 Mb


                                                                            

Descartes (1974), filósofo antecessor de Blaise Pascal na afirmação da racionalidade e do método científico.
Rossellini extrai trechos inteiros de algumas das obras fundamentais do pensador, como O Discurso do Método (1637) e as Meditações Metafísicas (1641), para compor as ações “dramáticas” do personagem. São procedimentos teóricos de Descartes, cuja função seria fundar a autonomia do pensamento racional diante da fé. Vale dizer que, naquela época, toda démarche racionalista tinha de ser, também, uma negociação com a autoridade religiosa. Donde, nas Meditações, Descartes precisar, primeiro, ocupar-se das provas da existência de Deus, para apenas depois afirmar que o Cogito (a Razão) se sustenta por si só. “Eu sou, eu existo”, deduz, pelo simples fato de pensar. A conclusão entrou para a história do conhecimento como a frase famosa “Penso, logo existo”.




Título Original: Descartes
Direção: Roberto Rossellini
Gênero: Drama.
Duração: 162 minutos.
Áudio: Italiano
Legenda: Português
Tamanho do arquivo: 1.4 GB (Divididos em 2 partes

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Parte 01 (700 MB)




Parte 02 (681 MB)








É o início dos anos 90, o "consciente" coletivo do mundo ainda está fixado em produção em massa para alimentar o consumo em massa. Consciência ecológica ainda era coisa de poucos, vistos pelos demais como fanáticos.


Neste "cenário" consciencial, três personagens se encontram: uma física afastada do trabalho, por conflitos éticos, vivida pela maravilhosa Liv Ullman; um candidato a presidencia dos EUA derrotado nas eleições (Sam Waterston) e um poeta que acabou de viver uma decepção amorosa (John Heard).


Já o "cenário físico" é uma ilha na costa de França chamada Mont Saint Michel, com seu castelo medieval e campos que aparecem e desaparecem pelo movimento das marés, quase sempre encobertos por brumas.


No roteiro, nenhum grande romance, ação ou suspense, apenas conversas sobre idéias que se hoje em dia não são mais novidades, na época eram revolucionárias.
Baseado no livro homônimo de Fritjof Capra e brilhantemente traduzido para o cinema pelo diretor Bernt Capra (irmão do escritor).


Assistimos uma cientista apresentando tanto ao político, quanto ao poeta, o pensamento holístico e o que ele poderia fazer pelo Mundo.


Para ver e rever, especialmente neste momento em que estamos começando a caminhar rumo a uma consciência ecológica cada vez maior.


Título Original: Mindwalk
Direção: Fritjof Capra
Gênero: Ficção Cientifica
Duração: 1:48 min.
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Tamanho do arquivo: 368.33 MB
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Há um lado obscuro em cada um de nós, onde nossos medos, iras e desejos proibidos espreitam. Estes desejos inconscientes não descansam quietamente na psique humana. São de um certo modo nosso inimigo interno. Um homem acreditou que poderia exorcizar nossos “demônios” com o estudo dos sonhos. Sigmund Freud começou a analisar os sonhos no final do século 19 em Viena, na Áustria.O Dr. Sigmund Freud declarou que havia descoberto uma nova porta para o inconsciente…A obra prima de Freud, A interpretação dos sonhos, oferece aos leitores uma janela para nossas intimidades mais secretas. Em seu trabalho revolucionário, Freud sugeriu que frequentemente a finalidade dos sonhos fosse satisfazer com a fantasia, os impulsos instintivos que a sociedade julgava inaceitáveis. As leis da lógica que governam nosso mundo desperto, não se aplicam ao reino dos sonhos, onde nós estamos livres para experimentar aventuras fantásticas. Para Freud esta libertação das fantasias foi o caminho que o conduziu ao interior do inconsciente. (Narrado por Donald Sutherland)

Título Original: Great Books-Freud´s Interpretation of Dreams
Direção: Discovery Channel
Gênero: Documentário
Duração: 50 minutos
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Tamanho do arquivo: 746 MB (dividido em 8 partes)


 Legenda:



A Suíça é o único país do mundo em que associações como a EXIT, ela presta assistência aos doentes que, para não prolongar uma dolorosa agonia, pretendem pôr fim às suas vidas, praticando o chamado suicídio assistido. Há mais de vinte anos que equipes de voluntários acompanham doentes crónicos e portadores de deficiências graves em direção a uma saída que consideram mais digna. Neste documentário acompanhamos todos os passos e mergulhamos numa dupla intimidade: primeiro, a daqueles que, vivendo uma existência de terríveis agonias, afirmam o seu direito de morrer; depois, a dos membros da EXIT.
A um processo longo e delicado, em que todos enfrentam a morte. Não como um tabu, nem com um fim inaceitável, mas como uma libertação. Numa sociedade que tende a tudo controlar, eles colocam uma questão de ordem íntima: escolher a forma como se quer morrer não será a última manifestação de liberdade que lhes é concedida?

Título Original: Exit - The Right To Die
Direção: Fernand Melgar
Gênero: Documentário
Duração: 55 min.
Áudio: Francês
Legenda: Português
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Parte 01

 
 
 
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Parte 01


O Poder do Mito é o fruto de uma série de conversas mantidas entre Joseph Campbell e o destacado jornalista Bill Moyers, numa brilhante combinação de sabedoria e humor. O casamento, os nascimentos virginais, a trajetória do herói, o sacrifício ritual e até os personagens heróicos do filme Guerra nas Estrelas são aqui tratados de modo original. Campbell afirmava que os mitos passados nos ajudam a compreender o presente e a nós mesmos.. – Joseph Campbell ‘Dizem que o que todos procuramos é um sentido para a vida. Não penso que seja assim. Penso que o que estamos procurando é uma experiência de estar vivos, de modo que nossas esperiências de vida, no plano puramente físico, tenham ressonância no interior do nosso ser e da nossa realidade mais íntimos, de modo que realmente sintamos o enlevo de estar vivo…’ ‘Nunca encontrei alguém que soubesse contar melhor uma história do que Joseph Campbell. Escutando-o falar sobre as sociedades primitivas, foi transportado às largas planuras sob a imensa cúpula do céu aberto, ou à espessa floresta sob o pálio das árvores, e comecei a entender como as vozes dos deuses falavam através do vento e do trovão, e como o espírito de Deus flutuava em todo riacho da montanha, e toda a terra florescia como um lugar sagrado – o reino da imaginação mítica.’ – Bill Moyers


Título Original: Joseph Campbell and the Power of Myth
Idioma: Inglês
Legenda: Português


A Mensagem do Mito
Campbell compara as histórias sobre a criação (Gênese e de outras religiões) e analisa como os mitos de outrora podem não mais atender nossas necessidades atuais.

Tamanho Total: 299 MB

Parte 01




Parte 02




Parte 03





A Saga do Herói
Explora nossa relação com o heroísmo, como parte integrante de todas culturas. Campbell nos desafia a ver uma jornada heróica em nossas vidas.


Tamanho Total: 299 MB
Parte 01




Parte 02




Parte 03





Os Primeiros Contadores de Histórias
Campbell discute a importância de aceitar a morte como um renascimento, como na história de Cristo, no ritual de passagem das sociedades primitivas e o mito do búfalo. Ele também analisa o declínio desse ritual na sociedade contemporânea.

Tamanho Total: 299 MB

Parte 01




Parte 02




Parte 03






Sacrifício e Felicidade
Campbell discute o papel do sacrifício no mito, que simboliza a necessidade do renascimento. Ele enfatiza a necessidade de cada um encontrar o seu lugar sagrado neste mundo tecnológico e acelerado.

Tamanho Total: 299 MB

Parte 01




Parte 02




Parte 03






O Amor e a Deusa
Campbell fala sobre o amor romântico, começando pelos trovadores do século 12. Ele questiona a imagem da mulher, como deusa, virgem, a Mãe Terra.

Tamanho Total: 299 MB

Parte 01




Parte 02




Parte 03




Mascara da Eternidade

Tamanho Total: 299 MB

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Parte 02




Parte 03